O memorial de Santo António, na forma de arco sepulcral isolado mas sem espaço verdadeiro e capaz de arca tumular, tal como os seus congéneres, não passava de ter um simples sentido fúnebre. É romântico e datado do séc. XII, classificado como monumento nacional em 16 Junho de 1910.

Sem haver, neste e noutros, lápides separadas ou letreiros neles, nem sequer datas, têm-se procurado liga-los a comemorações de pessoas ilustres, mas sempre de épocas não concordantes com o estilo dos mesmos.

As procissões regulares e repetidas por motivos cultuais vários, partindo geralmente das igrejas e terminando em lugares afastados como outras capelas ou cruzeiros, eram frequentes. Esses memoriais (ou marmoirais como diz o povo) marcavam o termo da “procissão dos defuntos”, que seriam interparoquiais, como é fácil de deduzir.

Este monumento é dos mais importantes de um conjunto de outros do mesmo género que se encontram no Norte do país. É também, no conjunto dos monumentos deste género, encontrados à beira das antigas vias que ligavam Arouca ao berço da nacionalidade, dos mais elegantes e completos.

Diz a lenda popular que atribui a este monumento o nome de Arco de Rainha Santa, por supostamente aí ter parado para descansar, o jumento que carregava o caixão com Santa Mafalda, que teria morrido em Rio Tinto, perto do Porto. Segundo alguns, este monumento, assim como a capela de Santo António, seriam também testemunhas da vitória da batalha de Arouca que teve lugar aí no ano de 1102, entre as tropas do Conde D. Henrique e de Egas Moniz contra Echa Martins.